IMPLEMENTANDO O CPC 06 (R2)/ IFRS 16 - ARRENDAMENTOS
- Tatyany Nascimento Pereira
- 14 de jan. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de jun. de 2020
A maioria das companhias não estão preparadas para implementar uma nova norma contábil que trata do arrendamento, ou leasing, nos balanços. A conclusão faz parte de um estudo global da KPMG sobre a implementação dessa regra, conhecida como IFRS 16, e que começou a valer neste ano em mais de cem países, incluindo o Brasil.

A consultoria entrevistou executivos de 800 companhias, situadas nas Américas, na Europa e na região Ásia Pacífico. De acordo com a pesquisa, 67% das empresas informaram que ainda não estão preparadas para adotar a nova regra em seus balanços.
Entre as companhias consultadas, apenas 25% relataram já ter avaliado os efeitos contábeis da mudança. Do total de entrevistados, 44% relataram já terem feito o inventário completo de suas operações de arrendamento. Os outros 56% sequer concluíram a realização dos inventários.
Lucio Anacleto, sócio-líder de contabilidade e risco financeiro no Brasil da KPMG, disse que, embora a pesquisa não tenha ouvido empresas brasileiras, os resultados apurados refletem bem a situação das companhias no país.
"Temos em andamento mais de 50 projetos de companhias no Brasil para enquadrar os resultados à norma IFRS 16. Do que vemos no país, os índices de adequação à nova regulamentação são bem parecidos com os resultados da pesquisa", afirmou Anacleto.

A norma IFRS 16 foi emitida em janeiro de 2016 pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês), responsável pela elaboração das chamadas Normas Internacionais de Demonstrações Financeiras (IFRS, em inglês). A norma requer que as companhias incluam no balanço patrimonial a maioria dos arrendamentos. O Iasb estima que mais de US$ 2,2 trilhões em contratos que ficavam fora dos balanços agora serão reconhecidos.
Entre as companhias mais afetadas com a mudança na regra estão companhias aéreas, redes varejistas, empresas de base florestal e petrolíferas.

Para você analista contábil conseguir implementar está norma tão complexa na sua empresa você deverá seguir o seguinte passo a passo:
1- Inventários dos contratos;
2- Realize o diagnóstico analisando os contratos para identificar quais são elegíveis ao IFRS 16;
3- Determinar quais contratos serão aplicados as isenções permitidas na norma, tais como: (a) arrendamentos de curto prazo e (b) arrendamentos para os quais o ativo é de baixo valor;
4- Faça um sumário por tipo de contrato ou por tipo de ativo, por exemplo: contratos de locação de veículos – por tipo de ativo: Máquinas;
5- Tabule as principais informações em uma planilha de Excel (quem é o arrendatário, quem é o arrendador, data de inicio do contrato, data de termino do contrato, valor do pagamento do aluguel em 31/12/2018. Caso necessite de um modelo para tabular as informações, me envie seu e-mail através “Contato” e eu te enviarei gratuitamente uma planilha de Excel modelo;
6- Muitos contratos possuem prazos “indeterminados”, porém a administração da empresa precisará determinar qual o tempo estimando que a empresa ficará com o ativo ou no ativo;
7- Determinar a taxa de desconto (nominal ou real) através de métricas financeiras tais como: (a) o custo médio ponderado de capital da entidade, apurado por meio de técnicas como o modelo de avaliação de ativos financeiros (CAPM) – (b) a taxa incremental de empréstimo da entidade; e (c) outras taxas de empréstimo de mercado.
A escolha da taxa de desconto (nominal ou real) para ajuste a valor presente do ativo/passivo de arrendamento será uma decisão da administração de cada Companhia. Caso a Companhia escolha a taxa de desconto nominal para realização desse procedimento deverá divulgar os efeitos da aplicação da taxa de juros real em nota explicativa nas demonstrações financeiras, veja orientações da CVM e ABRASCA sobre este tema;
8- Realize as contabilizações iniciais em 01/01/2019, veja exemplo abaixo:

Após realizar os 8 (oito) passos você terá percorrido todas as etapas de diagnóstico, mensuração e reconhecimento inicial da norma.
Mais dúvidas, me mande um e-mail.
Um forte Abraço!
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